Certificação LIFE é apresentada na ExpoManagement 2009
CURITIBA, 30/11/2009 – Um ferramenta para ampliar as ações de gestão ambiental das empresas será apresentada na edição 2009 da ExpoManagement, que acontece em São Paulo (Av. Dr. Mário Villas Boas Rodrigues, 387 - Santo Amaro). Trata-se da Certificação LIFE, uma proposição para novos padrões de gestão ambiental, que, além do atendimento à legislação e dos procedimentos para administração de impactos ambientais, busca incorporar ações de conservação da biodiversidade aos empreendimentos certificados. A iniciativa, lançada no mês de julho em Curitiba, será apresentada na segunda-feira, dia 30/11 (Auditório 9 – 18h15), entre as palestras paralelas da ExpoManagement. Uma repetição da palestra acontecerá no dia seguinte, 01/12, no Fórum HSM Sustentabilidade (Auditório Sustentabilidade) – evento que acontece simultaneamente ao ExpoManagement.
LIFE são as iniciais de “Lasting Initiative For Earth” (Iniciativa Duradoura pela Terra) – uma alusão aos resultados que pretende gerar em favor do patrimônio natural a partir do desempenho das empresas certificadas. “As empresas que assumirem compromisso de obter a Certificação estarão na vanguarda de uma tendência que está chegando e não tem mais volta: a construção de um novo padrão de gestão ambiental que reconhece os enormes prejuízos econômicos decorrentes da perda da biodiversidade. Está cada vez mais evidente que a gestão de uma empresa não pode mais se limitar, dentro do atual modelo de desenvolvimento e consumo da sociedade, ao cumprimento da legislação vigente e à identificação dos impactos ao meio ambiente provenientes do seu processo produtivo”, afirma Clóvis Borges, presidente do Conselho Diretor do Instituto LIFE – instituição que gerencia a Certificação LIFE. Este novo padrão de gestão – emenda Clóvis – implica na adoção de uma visão muito mais ampla e inclui a conservação da biodiversidade na agenda destas empresas, independentemente de serem ou não responsáveis pelos impactos causados.
“Estamos apresentando à sociedade, em especial aos empresários, um instrumento prático e tecnicamente avançado para que o setor produtivo possa ter o instrumento para avaliação e reconhecimento de ações voltadas à conservação da biodiversidade, visando minimizar os impactos negativos para o seu próprio negócio e, ainda, possa fazer a sua parte além do que já vem fazendo, e com isso ganhar em responsabilidade corporativa, competitividade e diferenciação de mercado”, complementa o presidente do Conselho do Instituto LIFE.
Nos últimos anos, biodiversidade passou a ser um dos termos científicos mais conhecidos e divulgados em todo o mundo. O Brasil possui a maior diversidade biológica do planeta, contando com pelo menos 20% do número total de espécies. Por outro lado, é também dono de uma realidade nada positiva, ao apresentar um quadro constante de degradação de áreas naturais – por exemplo, só nas Regiões Sul e Sudeste não há mais do que e 3% de áreas naturais bem conservadas remanescentes.
“Uma estratégia de desenvolvimento que permita melhor conciliação da conservação da natureza ao crescimento econômico precisa reconhecer que pressões excessivas sobre o patrimônio natural muitas vezes implicam na perda de biodiversidade e, por consequência, no comprometimento dos estoques de recursos naturais e seus serviços ambientais, absolutamente fundamentais para a nossa vida e para a manutenção da vida e de quaisquer empreendimentos”, destacou o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, durante o evento de lançamento da Certificação LIFE no mês de julho. “A busca é por um balanço equilibrado entre a conservação da biodiversidade e a manutenção de atividades econômicas. E a iniciativa privada tem um papel fundamental para atingirmos este objetivo. Mas, por outro lado, há situações em que alguns desses serviços vêm sendo exigidos em excesso, o que pode comprometer a manutenção dos negócios (e de seus processos produtivos) e a conservação da natureza”, completa Minc, lembrando estudos da Convenção das Nações Unidas sobre Diversidade Biológica (CDB), a perda da biodiversidade representa uma diminuição de 6% a 7% do produto bruto mundial ao ano, até 2050.
O impacto da destruição da natureza nas mudanças climáticas
Mais uma justificativa para investir na conservação da biodiversidade
O fenômeno das mudanças climáticas forçou uma evolução dos conceitos de conservação do meio ambiente. Seja do ponto de vista das iniciativas públicas ou privadas necessárias. Seja pela compreensão da importância de se manter as áreas naturais não só para diminuir o avanço do próprio fenômeno, como para frear seus impactos.
A relação entre a agenda da conservação da biodiversidade e o aquecimento global fortalece a valorização de iniciativas de proteção de áreas naturais no Brasil. Estima-se que no país 73% das emissões de gases de efeito estufa sejam decorrentes de processos de degradação de florestas, especialmente mudanças na utilização de solos e desmatamento.
“A destruição da natureza, que durante séculos marcou um padrão de desenvolvimento de muitos países, inclusive o Brasil, é um fator que implica em perdas econômicas e custos adicionais à produção cada vez maiores e que precisam ser enfrentadas de maneira pragmática. Esta realidade já é percebida de forma mais objetiva por representantes do setor privado”, Clóvis Borges.
Além de implantar um instrumento que vai reconhecer as empresas que fazem ações significativas em prol da conservação, o Instituto LIFE será também um fomentador de debates sobre negócios e biodiversidade com o objetivo de colaborar para o avanço da agenda da conservação no universo empresarial. Também ajudará na concretização dos objetivos da Convenção das Nações Unidas sobre Diversidade Biológica: conservação da diversidade biológica, a utilização sustentável de seus componentes e a repartição justa e eqüitativa dos benefícios derivados da utilização dos recursos genéticos.





